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Mami Lilith – era uma vez o halloween… 08/10/2009

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O halloween sempre foi uma festa que ignorei.

Nunca me interessou, e sempre me irritaram as brincadeiras, as abóboras, a ridicularização das trevas e do mal. Eu achava que era isto o halloween.

Afinal, agora que sou obrigada a conhecer um pouco mais esta festa (o que, perto do que eu sabia até hoje, é muito), faço uma descoberta: o halloween interessa-me, e muito.

O lado lúdico da coisa continua a provocar-me alguma aversão (quase tinha vontade de fazer uma boneca centrando-me só neste aspecto lúdico… seria uma espécie de auto-exorcismo…), mas pode ser que daqui a alguns dias tenha o efeito inverso…

Então vá, sentem-se confortavelmente que a Rama vai contar-vos (quase) tudo:

O halloween tem a sua origem na celebração religiosa celta Samhain (assim chamada na Irlanda; na Gália, a celebração era chamada de Samonios), the festival of the dead.

O dia 31 de Outubro era, no calendário celta, o último dia do ano, que coincidia com o último dia do Verão. Era em torno desta data que se realizavam as festividades celtas, organizadas pelos druidas, nas quais se celebrava o fim do Verão, se festejava a morte de um ano e o nascimento do outro e se assegurava que o novo ano seria fértil e próspero, agradecendo ao Sol as colheitas que lhes permitiriam enfrentar as trevas e o frio do período do Inverno.

Na Samhain. celebrava-se também a “Festa dos Mortos”. Acreditava-se que, em datas como esta, as barreiras entre o mundo terrestre e o mundo espiritual eram quebradas, permitindo que os humanos conseguissem ver as fadas.

John Anster Fitzgerald, The Wake (s.d.)

John Anster Fitzgerald, The Wake (s.d.)

Era ainda neste último dia do ano que os espíritos podiam visitar os seus amigos e familiares e que o Deus da Morte reunia as almas daqueles que tinham morrido ao longo do ano (e que se encontravam no limbo) e lhes dava a conhecer  o seu destino.

Ingmar Bergman, O Sétimo Selo, 1957. Um dos melhores filmes que alguma vez vi.

Ingmar Bergman, O Sétimo Selo, 1957.

A viagem da celebração celta Samhain até aos dias de hoje, enquanto halloween, passa pelo “Dia de Todos os Mártires” da Igreja da Síria (séc. IV), pela conversão de um templo romano dedicado a todos os deuses num templo cristão dedicado a “todos os santos” e pela decisão do Papa Gregório IV de transformar a festa de todos os santos em celebração universal, decretando o dia 1 de Novembro o “Dia de Todos os Santos”.

William Bell Scott, Hallow’s Eve (s.d.)

William Bell Scott, Hallow’s Eve (s.d.)

A noite de 31 de Outubro é, assim, uma noite de vigília, a celebração vespertina do Dia de Todos os Santos, em inglês chamada de All Hallow’s Eve (“Vigília de Todos os Santos”). Esta designação sofreu várias transformações (All Hallowed Eve > All Hallow Een) até chegar ao actual halloween.

Amanhã: a fascinante história d’As Maquiavélicas-Abóboras-Iluminadas-Que-Afinal-Eram-Nabos ou Jack-o’-Lantern – Uma História Diabólica.

Hunter Jay, Exuberant Pumpkin, 2007

Hunter Jay, Exuberant Pumpkin, 2007

Mami Juno – a dama-pavão 31/08/2009

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Vamos começar a chamar a Mami do Haunted Masquerade Blog Event pelo seu nome: Juno, a dama-pavão.

Graças à Droguerie e à Mokuba, que visitei estas férias, tal como faço todos os anos, a minha selecção de materiais para esta Mami está completa:

… faltam 6 dias para irmos visitar o Feiticeiro de Oz… 16/08/2009

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… e a Mami Dorothy ainda não está pronta!

Esta Mami vai participar na Wizard of Oz Gala, uma iniciativa das Two Crazy Crafters para comemorar o 70° aniversário do filme The Wonderful Wizard of Oz.

Ilustração de John R. Neill, in Kabumpo in Oz, © 1922 The Reilly and Lee Co.

Ilustração de John R. Neill, in Kabumpo in Oz, © 1922 The Reilly and Lee Co.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dordonha - França

Dordonha - França

Quem me dera poder dizer que a Internet sem fios funciona às mil maravilhas… mas não é o caso. Ainda para mais, estou a escrever num teclado azerty e sempre a ter de corrigir palavras com letras trocqdqs e sem qcentos. E, como se isso não bastasse, estou perdida no meio da Dordonha, para os lados de St-Cyprien, com duas crianças em êxtase a gritar pela piscina, por passeios pelo bosque, por bicicletas, por construções de casinhas para os esquilos…

Casas de esquilos da Carlota

Casas de esquilos da Carlota

Idem

Idem

Idem

Idem

Construção das casas de esquilos

Construção das casas de esquilos

Mais uns móveis das casas dos esquilos...

Mais uns móveis das casas dos esquilos...

Idem

Idem

Por isso, a minha pesquisa sobre o tema Oz será dada a conhecer mais tarde, lá para dia 30, quando tiver chegado a Lisboa. Até lá, apresentarei, na medida do possível, os progressos desta Mami em formação e algumas das imagens que me inspiraram… mas sem grandes conversas…

Mami Mariana – Das imagens e das palavras reais ou imaginadas, da perda e do labirinto da ausência 28/07/2009

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Edição ilustrada por Matisse das «Lettres Portugaises»

Lettres d'une religieuse portugaise (Mariana Alcoforado), Paris: Teriade, 1946 (edição das Cartas Portuguesas com litografias de Matisse)

Num consegui acabar de ler o Dicionário Khazar. Nunca desvendei este mistério.

Mariana Alcoforado

Mariana Alcoforado

Tenho a versão feminina, e lembro-me de ter feito uma pesquisa na Internet para tentar apanhar as diferenças entre esta versão e a masculina. Lembro-me também de ter encontrado o que procurava. Mas não me lembro do que encontrei. Castigo de Deus. É bem feito, para aprender a não fazer batota.

A partir da próxima semana recomeço a lê-lo.

Quando abri o livro (há quantos anos estaria o dicionário à espera disto?), (re)encontrei uma dedicatória do Spini, acompanhada de um texto do Jorge Luís Borges:

  
Nöel Bouton

Nöel Bouton

A posse do ontem

Sei que perdi tantas coisas que não poderia contá-las, e que essas perdas são agora o que é meu. Sei que perdi o amarelo e o preto e penso nessas impossíveis cores. Como não pensam os que vêem. O meu pai morreu e está sempre a meu lado. Quando quero escandir versos de Swinburne, faço-o, dizem-me, com a voz dele.

Lettres portugaises, frontispício da 1.ª edição - Gabriel-Joseph de La Vergne, comte de Guilleragues

Lettres portugaises, frontispício da 1.ª edição - Gabriel-Joseph de La Vergne, comte de Guilleragues

Só o que morreu é nosso, só é nosso o que perdemos.

Ilíon passou, mas Ilíon perdura no hexágono que a chora. Israel aconteceu quando era uma antiga nostalgia – todo o poema, como o tempo, é uma elegia. Nossas são as mulheres que nos deixaram, já não sujeitos à véspera, que é angústia, e aos alarmes e terrores da esperança. Não há outros paraísos que não sejam paraísos perdidos.

 

 

  

Assinatura de Maria Anna Alcoforada

Assinatura de «Soror Maria Anna Alcoforada»

 

Soror Mariana Alcoforado por Modigliani (1930)

Soror Mariana Alcoforado por Modigliani (1930) - «Aqui onde estou é o meu limite.» (Dicionário Khazar)

 

Soror Mariana Alcoforado por Matisse (1946) - «Espero teu retorno, que tornará as cartas e os dias supérfluos. E pergunto-me: sera que então aquele outro ainda me escreverá, ou será apenas noite?» (Dicionário Khazar)

Soror Mariana Alcoforado por Matisse (1946) - «Espero teu retorno, que tornará as cartas e os dias supérfluos. E pergunto-me: será que então aquele outro ainda me escreverá, ou será apenas noite?» (Dicionário Khazar)

 

Mariana Alcoforado por Matisse (1950) - «Minha pátria é o silêncio; meu alimento, o mutismo. Estou sentada em meu nome como o remador em seu barco. E odeio-te tanto que não posso dormir.» (Dicionário Khazar)

Mariana Alcoforado por Matisse (1950) - «Minha pátria é o silêncio; meu alimento, o mutismo. Estou sentada em meu nome como o remador em seu barco. E odeio-te tanto que não posso dormir.» (Dicionário Khazar)

ADO Challenge 18/07/2009

Posted by rama in Mamis, Mamis em projecto, Mamis no mundo.
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AD

 Há uns dias soube de uma iniciativa fantástica. A Art Dolls Only lançou um desafio: criar uma boneca sob o tema «Os quatro elementos». Aqui vai a explicação:

Your inspiration is the elements, and we challenge you to make a art doll using one, two, three, or all four of the elements as your inspiration. On Friday July 17th participants post their art doll to their blog.Saturday July 18th and Sunday July 19th begins the fun of seeing all the art dolls that have been created! All participants will be listed in the ADO sidebar for easy visiting.Any and all artists are welcome to participate, including non members.Here is your chance to explore the wonderful world of art dolls, first time doll maker, old hat, or have not created in while, all are welcome to join in on the fun!

Decidi participar. A ideia pareceu-me genial e irresistível.

A Mami Madeleine é a minha resposta ao ADO Challenge.

Elemento: AR.

Todo o projecto aqui.

ADO1

ADO2

ADO3

ADO4

ADO5

ADO6

Vejam as outras propostas: Alena Eliseeva, Archethypal Theatre, Catherine Coyle, Christina Christidou,  Cody Goodin, Drycha, Du Buh Du, Las Noches, PieCake PrimitivesThe Wonderful Place… mais no site da ADO, na barra lateral.

Mami em construção 20/06/2009

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A Madeleine já tem mãos, pernas, pés e cabeça.

bx_madeleine

Mami Madeleine 15/06/2009

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La veuve Blanchard

«Collecting cards with pictures of events in ballooning history from 1795 to 1846; nº. 7. Mort de Mme. Blanchard (1819)»
Paris : Romanet & cie., imp. edit. [entre 1890 e 1900]
Colecção Tissandier.
Library of Congress
Morte de Mme Blanchard

Morte de Mme Blanchard

Está para chegar uma Mami que se chama Madeleine. O que a concebeu: a imagem acima. E a história por detrás da imagem.

A compilação de todas as entradas acerca desta Mami encontra-se aqui.

 

 

A 6 de Julho de 1819, Norwich Duff, um oficial da Marinha escocês em viagem pela Europa ocidental, registou no seu diário de bordo:

Página do diário de Norwich Duff

Página do diário de Norwich Duff

Fui a uma Grande Fête no Jardin de Tivoli [Paris], na qual testemunhei um acidente terrível: entre as várias diversões previstas para essa noite, Madame Blanchard ascenderia num balão e, ao atingir uma determinada altura, lançaria fogo de artifício. Ao levantar voo, o balão ficou enredado nas árvores, o que alterou a disposição do fogo de artifício no cesto sem que Mme Blanchard se tivesse apercebido. Ao largá-lo, a chama de alguns dos foguetes saiu para cima em vez de sair para baixo, deixando o balão em chamas. O balão rebentou a uma altura de vários milhares de pés; a pobre Mme Blanchard caiu no telhado de uma casa na Rue Provence, e daí para a estrada, desfazendo-se em mil pedaços.

Quem era esta mulher do século XIX, corajosa, autónoma, conduzindo sozinha um balão, numa época em que as mulheres nasciam para se apoiarem num homem?

Espreguiçou-se. Levantou-se. Ficou de pé, completamente despido na nossa frente, enquanto as trombetas rugiam Verdade! Verdade! Verdade! E não podemos deixar de confessar: era mulher.

Virginia Wolf, Orlando (trad. Cecília Meireles)

Mme Sophie Blanchard

Mme Sophie Blanchard

Sophie Blanchard (24 de Março de 1778 – 6 de Julho de 1819), ou Marie Madeleine Sophie Armant, era uma aeronauta francesa, mulher do balonista pioneiro Jean-Pierre Blanchard. Foi a primeira mulher a trabalhar como balonista profissional, célebre na Europa pelas suas proezas e promovida por Napoleão Bonaparte «Aeronauta das Festividades Oficiais». Na restauração da Monarquia, em 1814, Sophie actuou para Luís XVIII, que a nomeou «Aeronauta Oficial da Restauração». As descrições de Sophie são consensuais em dois aspectos: era baixinha e muito nervosa. Diz-se que estava muito melhor sozinha, no ar, do que em terra, já que o seu carácter irritadiço fazia com que se enervasse com facilidade.

Jean-Pierre Blanchard

Jean-Pierre Blanchard

Casou em em 1804 (com 26 anos) com Jean-Pierre Blanchard, o primeiro homem a fazer da pilotagem de balões a sua profissão.

Numa altura em que os Blanchard se encontravam à beira da falência, Sophie decide tornar-se ela própria balonista.

Acreditava que a novidade de uma mulher no balão atrairia multidões, resolvendo assim os seus graves problemas financeiros.

Sophie tornava-se assim a primeira balonista profissional, e também a primeira a pilotar o seu próprio balão.

Porém, Sophie não foi a primeira mulher a voar em balão. A 4 de Junho de 1784, o rei Gustavo III da Suécia estava de visita a Lyon. Para comemorar, organizou-se um espectáculo único e peculiar: Elizabeth Thible, uma cantora de ópera, ascendeu em balão vestida de Minerva com M. Fleurant, um pintor, e, assim que levantaram voo, cantaram dois duetos da ópera La belle Arsène. A actuação foi fantástica, o povo aplaudiu, mas o fim foi atribulado: o balão despenhou-se a 4 km do local de onde tinha descolado. Fleurant saiu ileso e Elizabeth sofreu escoriações ligeiras.

Mas voltemos a Sophie.

Em 1807, Sophie e o marido tiveram um acidente quando voavam juntos: o seu balão despenhou-se, provocando em Jean-Pierre ferimentos graves na cabeça e deixando Sophie muda durante várias semanas.

As Mamis também são mudas. A maior parte do tempo.

Em 1809, o seu marido tem um ataque cardíaco em pleno vôo, caindo do seu balão e sofrendo graves ferimentos, que lhe provocam a morte.

Sophie durante o seu voo em Milão, Itália, em 1811 - Luigi Rados, colecção Tissandier, Library of Congres

Sophie durante o seu voo em Milão, Itália, em 1811 - Luigi Rados, colecção Tissandier, Library of Congress

 

 

Sophie não se deixou abalar. Continuou corajosamente a evoluir na sua profissão. Actuava Europa fora. Sempre no ar. Sempre sozinha. Sempre muda quando sozinha no ar.

 

 

 

 

 

 

 

 

Corria o ano de 1819. Sophia dava espectáculos duas vezes por semana no Jardin de Tivoli, e uma das atracções dessas actuações eram o lançamento de fogo de artifício durante o voo. Alertada várias vezes para os perigos destas performances, Sophie disse, a 6 de Julho: « Allons, ce sera pour la dernière fois

Edmond Texier, Tableau de Paris - Jardin des Tuileries em 1800

Edmond Texier, Tableau de Paris - Jardin des Tuileries em 1800

Nesse dia, Sophie iniciou a sua actuação às 22h30. Ia acompanhada de uma bandeira branca e levava um vestido branco e um chapéu branco com penas de avestruz. Soprava um vento forte; Sophie teve dificuldades em descolar e, ao levantar voo, o balão ficou preso nas árvores. Sophie conseguiu libertar-se e começou de imediato a acenar com a bandeira, dando início ao espectáculo.

Ao lançar o fogo de artifício, o balão pegou fogo.

Sophie, lúcida e calma, tentou, em vão, controlar a descida. Os espectadores aplaudiam, pensando que tudo fazia parte do espectáculo.

Queda de Sophie Blanchard

Queda de Sophie Blanchard

 

Sophie entrou em queda livre. Foi projectada para fora do cesto, caindo sobre o telhado do n.º 14 da Rue de Provence, onde vivia François Benoît Hoffman, autor de peças líricas e de peças de teatro e crítico francês.

Esta história impressionou muitos, e há referências a Mme Blanchard, Sophie, a corajosa balonista, na literatura de vários países: Verne mencionou-a em Cinco Semanas em Balão, Dostoiévski em O Jogador, Dickens afirmou (Household Words: A Weekly Journal. 7. New York: Dix and Edwards, 1853), referindo-se a Sophie:

The jug goes often to the well, but is pretty sure to get cracked at last.

Fontes: http://www.paris-pittoresque.com
http://wapedia.mobi/fr

Mami Violeta 02/06/2009

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A Mami Violeta chegou no Natal e demorou uma semana a nascer. Foi rápido e indolor.

violeta_1Gosta muito de gatos. Tinha de gostar, já que foi concebida para uma pessoa que vive com duas gatas. Assim, pelo menos, temos todas (eu, a mami violeta, a pessoa e as duas gatas) a certeza de que vai tudo correr bem.

Também gosta de ópera. E de dançar. Mas devagarinho… dança mexendo muito lentamente os braços e desenhando no ar as histórias das coisas a que assiste na sua nova casa. É muito atenta. E muito tímida.

violeta_2

 

É um bocadinho insegura. Talvez a culpa seja minha… nasceu com a perna esquerda a cair e nunca consegui arranjá-la convenientemente.

Usa a mão direita para se proteger e a esquerda para proteger a sua nova mãe.

Aqui está a Mami Violeta quando era um projecto.

Mami Francesca 02/06/2009

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A Francesca já nasceu.

francesca_1

 

franc_2

Mas foi um parto mais que demorado. Podem acompanhar o projecto aqui.

Mami 12/03/2009

Posted by rama in Fabrico_bonecas, Mamis.
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O nome próprio japonês Mami significa «verdade» (真実), «beleza» (真美), «realidade» ou «sinceridade» (麻実).

Foi o nome que dei às bonecas que faço. Porque espero que elas sejam um reflexo de tudo o que vejo, oiço, faço ou descubro, e que tragam beleza à vida de quem as adopta.

Alguém disse:

O segredo da originalidade é saber esconder as suas fontes.

Não concordo. Acho que quanto maior for a partilha, mais rica e fértil será a originalidade.

Aqui serão divulgados os materiais, os processos, as inspirações, os livros, as moradas, os sites… tudo o que contribuir para que as Mamis nasçam.